Tomam posse novas diretoras do INES e do IBC
Rio de Janeiro, RJ
No dia 30 de janeiro último, em ato presidido pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque, tomaram posse na direção geral do Instituto Nacional de Surdos – INES, Stny Basilio Fernandes dos Santos, e na direção geral do Instituto Benjamin Constant – IBC, Érica Deslandes Magono Oliveira. Elas foram eleitas pelos funcionários das respectivas instituições, para um período de quatro anos de administração.
Stny, 49 anos, é pedagoga e trabalha há 22 anos no Ines, centro de referência nacional na área de surdez, hoje com 580 alunos. O Ines produz material didático e de pesquisa, como o Dicionário Digital de Libras (Língua Brasileira de Sinais), além de fitas de vídeo com ensinamentos curriculares para alunos e professores surdos, e aulas práticas de fonoaudiologia e Educação Infantil.
O IBC, fundado em 1854 com o nome de Imperial Instituto dos Cegos, foi a primeira instituição de educação da América Latina. Centro de excelência e de referência nacional na área de visão, desenvolve atividades voltadas para necessidades acadêmicas, de reabilitação, médicas, profissionais, culturais, esportivas e de lazer da pessoa cega ou de baixa visão.
Em 1891, seu nome foi mudado para Instituto Benjamin Constant, em homenagem ao seu terceiro diretor, que procurou manter os serviços quando o Império deu lugar à República. Além de Benjamin Constant, Érica destacou, ao ser empossada, a importância de José Álvares de Azevedo para a instituição - um jovem cego que, em 1850, trouxe de Paris os conhecimento necessários para a criação do Instituto.
Durante o ato, o ministro afirmou que, da mesma maneira que pretende chegar onde estiver um analfabeto, quer chegar onde houver um surdo e um cego no país. Segundo Buarque, o Brasil tem todas as condições de contar com todo o equipamento e todos os professores de que eles precisam.” O ministro reiterou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está aberto à questão dos portadores de deficiência.
Cristovam Buarque afirmou que a tarefa deste governo é trazer todos para inclusão na sociedade: os excluídos, porque não sabem ler, mesmo vendo e ouvindo; os que não andam; os índios; os negros; as mulheres, que são mais excluídas que os homens; e os excluídos por serem portadores de deficiência.
O ministro relatou que seu irmão Guilherme Buarque, de 56 anos, ficou surdo aos dois anos de idade, provavelmente em conseqüência de uma meningite. E afirmou que fará o possível para tornar realidade o pedido da professora Stny no sentido de criação de uma universidade para surdos: “Gostei dessa reivindicação de colocar no nível superior o estudo da linguagem e das formas de comunicar-se e de ensinar a pedagogia aos portadores de deficiência física, especialmente surdos e mudos.”
Fonte: www.mec.gov.br