Projeto de mão artificial é sucesso em Brasília
A alegria, a extroversão e a independência de Patrícia, uma jovem de Araxá, Minas Gerais, fizeram com que ela fosse escolhida para uma experiência de grande significado em sua vida. Nascida sem a mão direita, Patrícia foi a principal protagonista de projeto desenvolvido conjuntamente em Brasília, por pesquisadores da neurociência e da área motora, no Hospital Sarah Kubitschek - referência mundial como centro de reabilitação ortopédica.
O desafio desta equipe – hoje vencido - consistia na criação de uma mão artificial que unisse a fabricação da prótese a seus movimentos satisfatórios sob o comando do cérebro - resultado antes não alcançado em outras experiências.
A mão artificial, muito semelhante à outra mão da jovem, tem eletrodos que na hora do encaixe entram em contato com os músculos do seu braço. Esses eletrodos captam os estímulos enviados pelo cérebro e os enviam a microchips também instalados na prótese. Eles traduzem o comando cerebral e fazem com que a mão artificial se movimente.
O Dr. Aloysio Campos da Paz, diretor do Sarah, explicou que Patrícia sempre teve preservada a área do cérebro que comanda o movimento de sua mão. Segundo a neuro-cientista Lucia Villadino, bastou a estimulação dessa área para que ela funcionasse e provocasse os movimentos desejados pela menina.
Enquanto Patrícia se exercita e descobre o prazer e a segurança de usar, em cada atividade a mão artificial – para o que os médicos afirmam precisar de paciência e força de vontade – outras seis crianças já estão previstas para o mesmo tratamento. Mais tarde, também adultos poderão ter o mesmo benefício.
A bem sucedida experiência brasileira será levada dentro de quatro meses a um congresso médico nos Estados Unidos.
Fonte: Programa Fantástico – TV-Globo, 09/04/2006