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Em São Paulo, Justiça autoriza entrada de cão-guia no metrô

No primeiro dia, a advogada Thays Martinez, que é cega e anda guiada por seu cão, Boris, foi barrada na estação do metrô. No segundo, aconteceu o mesmo, mas ela apelou ao pessoal da estação por uma decisão administrativa. Depois de aguardar sete horas, teve resposta negativa. A alegação foi que animais não podem ser transportados no metrô.

Foi aí que Thays decidiu recorrer à justiça. Afinal, ela não transporta Boris, mas é ele - o seu cão-guia - que a transporta. A jovem aguardou seis anos para finalmente conquistar o que não considera concessão mas direito: ir e vir com seu cão no metrô.

Entre os muitos impasses que Thays enfrentou, houve o consentimento do metrô, desde que ela não usasse as escadas rolantes nem freqüentasse a estação em horários de pico. Também deveria permancer em um vagão especial...

A decisão favorável ao recurso da jovem advogada veio da 7a. Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Situação semelhante – que demonstra, igualmente, as dificuldades de quem não enxerga para circular livremente com um cão-guia - foi vivida há tempos pela professora carioca Ethel Rosenfeld.

Impedida de entrar com Gem no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ethel não se acomodou. Denunciou o fato ao público e às autoridades e resgatou seu direito por via judicial. Acabou motivando uma lei estadual sobre o assunto, o que também já ocorre em São Paulo.

Estes dois exemplos provam que a luta por direitos não pode cessar nunca. E que eles, afinal, devem prevalecer.

Fonte: www.iris.org.br