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Metodologia de Atendimento e Acesso de Pessoas com deficiência a telecentros - parte2


Data: 29-07-2007

É importante explicar ao usuário sobre a necessidade de conhecer bem o teclado para agilizar a navegação na Internet, bem como para fazer um texto mais rapidamente.
Atendendo usuários com Deficiência Auditiva
É importante que, no Telecentro, pelo menos um monitor ou instrutor se comunique em língua de sinais brasileira (LIBRAS), pois se o deficiente auditivo ou surdo a ser atendido for sinalizante, ou seja, se comunicar apenas por meio da língua de sinais, é importante que a comunicação com ele se efetive, preferencialmente, por intermédio da Libras. Caso nenhum monitor ou instrutor do Telecentro, ainda não conheça ou não seja fluente em Língua de sinais, deve-se tentar uma interação por meio de gestos e mímica.
Uma boa sugestão para o início do contato do deficiente auditivo ou surdo com o Telecentro é o uso do dicionário de LIBRAS on-line, para que ele perceba as potencialidades da informática. Entretanto, é preciso ter o aval do deficiente auditivo ou surdo, pois alguns deficientes auditivos ou surdos oralizados não são receptivos à língua de sinais.
Atendendo usuários com Deficiência Mental
No atendimento aos usuários com deficiência mental, primeiramente, é necessário identificar se o usuário é alfabetizado ou não. Em qualquer atendimento verifica-se o interesse do usuário, pois somente assim o aprendizado de fato acontecerá.
Geralmente, as pessoas com deficiência mental são atendidas inicialmente na sala de fragmentação. É preciso utilizar diversas atividades com esse usuário, como: jogos, reconhecimentos de letras no teclado e na tela do computador, etc.
Para algumas pessoas com deficiência mental é importante impor tarefas e cobrar sua execução, caso contrário, elas podem ficar clicando várias vezes em regiões da tela sem objetivo algum. A proposta de tarefas, sempre respeitando o ritmo e interesse dos usuários, é fundamental, pois, a aprendizagem, dessa forma, torna-se mais satisfatória e prazerosa.
A utilização de jogos tem resultados rápidos, neles são desenvolvidas a autoconfiança quanto ao manuseio do computador e a confiança de quem, efetivamente, concluiu alguma atividade. Os jogos facilitam o reconhecimento de comandos e obtenção de resultados.
A metodologia utilizada aborda conceitos, objetivos e efeitos diferentes. Algumas sugestões de trabalhos que incluem treinamentos:
1 - Com o uso do mouse
• Jogo de associação de imagens: antônimos, direita / esquerda, objetos correlatos (ex: pincel e tinta);
• Jogo da memória: imagens, sons, movimentos, causa e efeito;
• Jogo quebra-cabeça: formação de figuras, partes/todo e a organização do espaço;
• Desenho à mão livre (realizado em todas as aulas): formação de figuras, concepção de cores, formas e objetos.
2- Com o uso do teclado
• Letramento:
o Associação de letras em caixa alta no material concreto, (recortadas em papel) com as letras do visor (em caixa alta), com as letras do teclado que estão sempre em caixa alta.
o Associação de palavras do seu dia-a-dia para facilitar o aprendizado do usuário:
-nomes próprios: do usuário, dos pais, dos irmãos, da instrutora.
-termos das aulas: computador, jogos, teclado, monitor, etc...
3- Com os programas mais utilizados
• Editor de texto;
• Editor de imagens;
• Software Aventuras 2;
• Concept Plus
• Jogos dos sites:
http://www1.uol.com.br/ecokids/jogos.htm
http://www.canalkids.com.br/portal/turmadopipe/index.htm
Atendendo usuários com Múltiplas Deficiências
O Atendimento a uma Pessoa com Deficiências Múltiplas requer do monitor-instrutor o máximo da sua sensibilidade, paciência e perspicácia para descobrir a melhor forma de conseguir a interação do usuário com o computador. Como cada caso tem suas características e dificuldades próprias, a conduta do monitor-instrutor no atendimento a pessoas com Deficiências Múltiplas deve ser maleável, criativa e incentivadora.
Nos primeiros atendimentos é sugerida a prática dos usuários com os acionadores acoplados aos brinquedos. Através deste contato com os acionadores coloridos e grandes, o usuário percebe que basta um toque seu, feito da maneira que for para o brinquedo reagir: seja um robô mexer e produzir som, seja um pequeno ventilador girar. Também é sugerida a interação do usuário com laptops de brinquedo. O importante é que o usuário perceba que basta ele apertar um botão para que o objeto funcione. Esta etapa é importante para, que quando o usuário estiver na frente de um computador, ele perceba que um único toque ou aperto numa tecla ou clique no mouse tem uma função muito importante na resposta da máquina.
No contato com o computador, é importante sempre que possível que o usuário, ligar e desligar o equipamento. É preciso que seja assegurado o seu domínio sobre a máquina, que a mesma obedeça as suas ações.
Cabe ao monitor- instrutor frente às dificuldades do usuário, optar por teclados especiais, como o Intellikeys, ou por mouses especiais.
É recomendado o uso das acessibilidades disponíveis no painel de controle do Windows, de forma que o monitor- instrutor adapte a máquina ao máximo ás necessidades do usuário.
O monitor-instrutor pode também optar pelos programas Motrix ou Microfenix, disponíveis no Sistema Operacional DosVox.
As seguintes descrições de atendimentos às pessoas com deficiências múltiplas visam confirmação da necessidade de personalizar e de adequar da melhor forma possível o atendimento às necessidades do usuário.



Capítulo 7 – Descrições de Procedimentos


Descrição1: Atendimento a usuário com deficiências múltiplas
Laudo trazido pelo usuário: Tetraplegia e Paralisia Cerebral.

O instrutor, através de uma entrevista prolongada, verificou o grau de comprometimento da deficiência do usuário para poder encontrar para ele uma melhor forma de utilização do computador. São poucos os movimentos que o usuário faz com os membros superiores, as mãos e os dedos praticamente não se movimentam. O usuário tem o raciocínio rápido, demonstra bom humor, é arguto e sensível, mas sua fala nem sempre é compreensível. Ou seja, é necessária muita atenção do seu interlocutor para que a comunicação não se perca. O instrutor procurou saber o que ele conhecia de computação. No hospital, onde há anos é assistido, este usuário foi iniciado na computação, aprendendo a operar o programa de desenho Corel Draw. Para tanto, contou com uma ajuda técnica: uma variante de mouse acoplado a sua cadeira de rodas, de modo que encostando o rosto na peça, fosse possível movimentar o cursor na tela. Mas o usuário queixou-se de dores na coluna provenientes desta situação de movimento do pescoço.
Seu objetivo ao procurar o Telecentro foi encontrar uma melhor maneira de operar o computador.
O Instrutor avaliou a possibilidade de dois Programas.
1º Opção: o Motrix. No Motrix as operações são feitas por comando de voz. A pessoa fala para o programa o que quer fazer. Para isso é necessário que o programa registre e reconheça a voz de comando. Este trabalho de reconhecimento é feito através da gravação de um texto em inglês. Os comandos são feitos através da vocalização de sons simples como go up, go down. O trabalho com o programa Motrix esbarrou com o problema de dicção do usuário. O processo de reconhecimento de voz não teve sucesso.
2ª Opção: O Programa Micro Fenix (antigo Luciana). Neste programa, qualquer som que o usuário consiga fazer, desde um sopro, um grunhido, qualquer ruído feito no microfone pode ativar os comandos necessários para a utilização do computador. Foi então verificada a melhor sensibilidade de som e a melhor velocidade da barra móvel que percorre a janela de comandos, para que o usuário comandasse com segurança o cursor e realizasse as operações.
Treinando a emissão de sons no momento certo, o usuário aprendeu a posicionar o cursor, a percorrer com o cursor a área de trabalho, a clicar clique simples e clique duplo. Passou então a minimizar e maximizar janelas, abrir janelas na Internet, ir ao site do seu correio eletrônico, digitar seu login e senha, abrir o seu e-mail.
Foi verificada a necessidade de melhora na escrita, ou seja, na digitação por comando de cursor.
Apesar do sucesso do uso do Micro Fenix alguns fatores dificultaram o trabalho: devido ao fato do microfone utilizado ser multidirecional, há a facilidade de captação, e conseqüente interferência, de sons externos: porta abrindo ou fechando, a própria tosse do usuário, etc. Observado também que emissão contínua de sons é cansativa para o usuário que tem o fôlego curto.
Nova alternativa de trabalho revelou-se ao usuário e seu instrutor, o dedo mindinho da mão direita do usuário consegue apertar a tecla Control. A partir dessa descoberta facilitou-se bastante o trabalho, pela tecla Control pode-se operar o Programa Micro Fenix.
O usuário trabalha hoje com duas opções no Programa Micro Fênix: emissão de sons e dedo mindinho na tecla Control.

Descrição 2
Laudo trazido: Paralisia Cerebral (comprometimentos na fala, membros inferiores e superiores)
A usuária apesar de ter audição normal não se comunica atrás da fala, pronunciando poucos sons significativos. Ela entende tudo o que lhe é falado, mesmo se for um assunto de origem abstrata. Compreende mensagens subliminares, sutis. Através de sinais e gestos não coordenados transmite suas necessidades. O seu objetivo no Telecentro, muito bem explicitado por sua acompanhante, a mãe, e também por ela própria, é conseguir um meio de se comunicar com os outros e se integrar o mais possível com o mundo. E ser menos dependente da ajuda dos familiares. Apesar de algumas dificuldades consegue razoavelmente ler, mas não gosta. Como não lê em voz alta, é difícil para o instrutor saber se ela está realmente lendo e entendendo o texto. Para confirmar se a usuária está realmente lendo, a instrutora pede para ela identificar determinada palavra no texto. Dessa forma a instrutora avalia toda a sua dificuldade de leitura, ou o seu grau de atenção e interesse. Se ela não acha a palavra, apontando-a, a instrutora não insiste.
Para promover sua capacidade de leitura, a instrutora opta principalmente por trabalhar com e-mails, incentivando-a a ler as mensagens que recebe. Preparam também mensagens em resposta. Devido a sua dificuldade com o mouse e com o teclado, a digitação de um simples “muito obrigado” pode demorar mais de cinco minutos. No entanto, jamais é coagida a acelerar sua resposta. O importante é que a usuária mantenha a consciência que a palavra escrita é a chave de sua comunicação através do computador.
Para facilitar sua digitação, o teclado é tornado acessível no painel de controle do Windows, na opção acessibilidade, na indicação dificuldade motora, nos itens: Pressionar uma tecla de cada vez; Ignorar pressionamento de teclas repetidas; Som para teclas de alternância.
Para dinamizar as aulas, a instrutora procura novas alternativas, utiliza o Dosvox. A usuária digita uma palavra. Através das caixas de som, ouve como se pronuncia a palavra digitada, isto muitas vezes a incentiva a tentar também pronunciar a palavra.
A navegação na Internet é o objetivo.
Descrição três
O Usuário Apresenta Problemas de Cognição, tem Dificuldade de Reconhecer os Números e as Quantidades Correspondentes a Estes

Com o auxílio de cartas reais, o instrutor faz a correspondência entre as cartas reais e cartas virtuais. Ensina a numeração de um a dez, dispondo as cartas reais na ordem crescente e decrescente. Também observa a quantidade de símbolos de cada carta numerada, relacionando a quantidade ao número.
Utilizando o Programa Dosvox: o usuário digita o número e ouve pelo fone de ouvido a leitura deste. Desta forma, passa a reconhecer o número, seu valor e sua ordenação.
O usuário também vai à barra de menu e coloca novo jogo, seleciona tipo do baralho e sai do jogo. Não trabalha se com a marcação de tempo, para que o usuário não se sinta coagido. É importante a lembrança da intenção lúdica do jogo.
Continuando seu atendimento nos Programas do Sistema Operacional Dosvox:
Letra Vox- O usuário aperta um número no teclado. O número aparece na tela do Monitor. Um som é repetido na contagem do número escolhido.
Objetos semelhantes, reais, como bolas, lápis são utilizados na relação quantidade / número.
Tabuada- Conforme o nível de conhecimento do usuário há um jogo adequado, organizado em Campeonatos. Dessa forma há o treinamento das quatro operações. A cada acerto, o programa reforça e elogia. Se há erro, o programa faz uma brincadeira e corrige.

Capítulo 8 – Depoimentos

Depoimento 1

Usuária: A

A usuária A, com idade de 32 anos, apresenta cerca de 90% de perda de audição. Uma jovem com muita dificuldade de se comunicar e se entrosar com as pessoas a sua volta. Gosta muito de desenhar, tem como hobby a pintura artística. A sua relação com a família é difícil, pois pela deficiência, se sente diferente e rejeitada pelas outras pessoas. Em sua casa, ajuda sua mãe em tarefas domésticas cotidianas, como lavar louças, arrumar a casa, entre outros. Apresenta também um problema de saúde, que a faz ganhar peso com grande facilidade, tendo que estar em constante regime.
Seu primeiro contato com o Telecentro foi no dia 09/06/2006, acompanhada de sua mãe: que, como vários familiares de um deficiente auditivo, conversou pela filha com a nossa coordenadora, vindo esta a matricular a aluna. No primeiro momento, a usuária mostrou-se até um pouco agressiva, pois não queria ficar naquele lugar desconhecido. Tentou-se a comunicação por meio de escrita, pois se percebeu que ela estava contrariada e não queria saber o que significava o Telecentro. O contato seguinte foi através de sinais (libras), no qual ela começou a perceber que nós do Telecentro tínhamos o meio de comunicação para chegarmos a ela. Para obter sua atenção, tentamos mostrar-lhe que poderia desenhar usando o computador como ferramenta. Mesmo sendo agressiva, indiferente, conseguiu-se que ela se interessasse em voltar para outra aula. Desde então, já são um mês e meio de aula. Durante a maior parte deste tempo, a monitora utiliza o Programa para desenhar, Koulor Paint, e, há basicamente 4 aulas, ela está digitando textos no Programa Writer ( editor de texto). Já navegou pela internet, navega em páginas ou sites para deficientes auditivos. Anima-se muito quando se trabalha com o dicionário de libras, encontrado no site da Acessibilidade Brasil. Seu relacionamento com nossos monitores já é bem agradável, já conseguimos um “bom dia” e um sorriso em seu rosto de menina. Ao mesmo tempo em que ela aprende informática, aprende a ser mais amável, prestativa. Já tem um razoável relacionamento com os demais alunos, e é bem aceita, tanto pelos alunos que têm algum tipo de deficiência, quanto pelos os que não têm.

Comparação entre o início do atendimento e o atual:
INÍCIO: Agressiva (não cumprimentava as pessoas).
HOJE: Amável - cumprimenta com bom dia e um sorriso, para a maioria das pessoas.
INÍCIO: Antipatia pelo computador.
HOJE: Liga e desliga o micro; Entra no programa para desenho sozinha; Navega na internet – ainda com dificuldade na escrita de endereços de sites; Digita com um pouco de dificuldade, na escrita (português).
INÍCIO: Não se comunicava com os outros alunos e monitora.
HOJE: É mais comunicativa com os alunos e principalmente com sua monitora; Faz brincadeiras em algumas situações alegres e descontraídas, por exemplo, quando a monitora não sabe falar algo em libras. Ao mesmo tempo em que aprende, ajuda à monitora a se comunicar com ela, usando libras.
INÍCIO: Com a família, era muito recatada, rústica, um pouco rebelde, principalmente com sua mãe.
HOJE: Se tornou mais carinhosa com seus pais. Demonstra mais amabilidade, interesse pelas pessoas e coisas.
INÍCIO: Não tinha vida social. Não saia de casa sozinha.
HOJE: Sai de casa sozinha, para ir à banca de revista, para ir à padaria.

Depoimento 2
Usuário: B

usuária B é uma mãe de família de 44 anos. Na sua família nasceram deficientes visuais totais ela e seu irmão. Seus dois filhos têm visão normal. Nunca tinha tocado num computador, mas já sabia da possibilidade de uma pessoa cega utilizar um através do irmão que já opera o DosVox.

1ª aula: Recebeu informações sobre o Ambiente Operacional DosVox. Foi lhe apresentado o teclado e suas dimensões, o espaço de trabalho e as teclas essenciais. Seguindo o menu, já com o fone de ouvido, para que conhecesse as teclas à medida que as apertasse, ela tomou conhecimento das teclas de setas direcionais - para cima, para baixo, escape e enter. No teclado utilizado estão sobrepostos nestas teclas adesivos de alto relevo, que facilitam a identificação das mesmas.
Para não ficar só no manuseio do teclado e com a intenção de lhe mostrar a versatilidade do Dosvox, foi acessado o jogo “Dados sobre sua vida”, que, tendo como base a data de nascimento do usuário, fala sobre signo astrológico, anjo protetor, quantas horas já viveu etc.

2ª aula: Foi ensinado à usuária B ligar o computado e entrar no DosVox. Seguiu novamente cada item do menu. Foi iniciada a aprendizagem da digitação. Começou com ASDFG, depois ÇLKJH, as duas mãos na mesma fila do teclado.

3ª aula: Ligou sozinha o computador e entrou no Dosvox. Revisão do ASDFG e HJKLÇ.
Depois, manuseio do teclado numérico, que ela facilmente captou. Treinou os números tanto em ordem ascendente quanto em ordem decrescente, várias vezes. No final da aula foi lhe apresentado as teclas superiores do teclado, as teclas de função, de F1 até F12. Usuário gostou muito da tecla F8, que fala as horas.
A intenção de terminar a aula com um conhecimento novo é instigar e incentivar para a próxima aula.
Para melhor acompanhar a fala do computador e seguir com Usuário os comandos, o instrutor também utilizou um fone de ouvido, anteriormente adaptado. Também utiliza o microfone para passar mais informações.


4ª aula: Prática das teclas essenciais e das teclas de função. Treino do exercício anterior ASDFG ÇLKJH.

5ª aula: Trabalho com a mão direita nas teclas POIUY. Trabalho com a mão esquerda nas teclas QWERT. Exercício com as palavras FADA, SALA, DADA. Revisão do teclado numérico.

Depoimento 3
Usuário: C

Usuário C, 17 anos, apresenta paralisia cerebral.
• 11/08/06 – Entrevista com o Usuário e sua mãe. Conversamos bastante e pude conhecer melhor o Usuário, percebi que é um rapaz muito responsável, dedicado e carinhoso, e o principal, que quer realmente aprender.
• 17/08/06 – Começamos aprendendo sobre as partes do computador (hardware e software), ligar e desligar. Conheceu um pouco sobre o Desktop e criou sua pasta. O Usuário C me disse que tinha curiosidade em aprender sobre a Internet, navegamos um pouco, perguntei o que ele gostaria de ver e então quis ver o site da novela Malhação. Na entrevista descobri que o Usuário gostava de jogar Paciência, assim jogamos um pouco e ele ficou no Telecentro mais tempo que o horário de sua aula. O Usuário já possui um ótimo controle do mouse.
• 22/08/06 – Nesse dia o Usuário me disse que adorava escrever, então trouxe um caderno de textos espontâneos que sua antiga turma da escola havia feito. Nesse caderno havia dois textos do Usuário, escolhemos o da Boneca Lilia para trabalharmos nesta aula. O Usuário digitou seu texto e desenhou no Paint, então nós imprimimos seu trabalho e colocamos no mural. Para que ele digitasse eu já lhe ensinei algumas teclas do teclado durante a atividade.
• 24/08/06 – Aprendemos mais algumas funções do teclado, pedi que Usuário digitasse uma frase, então percebi algumas dificuldades dele na construção do texto, como o uso das letras R e S e separação das palavras. Depois ele ouviu algumas músicas e aprendeu um pouco sobre o Mídia Player. Ao término da aula ele ficou jogando um pouco de Paciência. Para que o Usuário consiga jogar Paciência sozinho, eu pergunto a ordem das cartas para ele e faço a seqüência com um baralho ao lado do computador, assim ele pode olhar quando tiver dúvida, mas ele quase não precisa de ajuda nesta atividade, aprendeu rápido.
• 29/08/06 – Nesse dia trabalhamos o segundo texto que ele trouxe escrito no caderno. É um texto onde ele fala sobre o seu medo do Saci. Ele leu o texto para mim e me disse o porquê do seu medo. Foi devido a uma história que sua mãe lhe contara quando ele ainda era criança. Então eu lhe mostrei o site do Sítio do Pica-Pau Amarelo (pois ele não conhecia) e lhe disse que o Saci era amigo das pessoas do sítio. Também lhe contei sobre um projeto que eu desenvolvi na escola que trabalhei, onde o Saci era amigo das crianças da minha turma. Assim, Usuário me disse que não tinha mais medo do Saci. Depois escrevemos algumas palavras sobre o que vimos na Internet e trabalhamos mais algumas teclas do teclado. Ao final da aula, ele ficou jogando Paciência, já aprendeu melhor a seqüência numérica.
• 31/08/06 – Usuário nos fez uma surpresa e trouxe um poema sobre o Telecentro que ele mesmo escreveu e fez um lindo desenho. Então nós digitamos o poema que ele trouxe, corrigimos alguns erros e fizemos o desenho no Paint, depois imprimimos e colocamos no mural. Ele estava muito animado, leu o poema para todos os monitores do Telecentro. Usuário é um rapaz muito interessado e esforçado, sempre traz algo novo para a aula.
• 14/09/06 – Terminamos de trabalhar as funções básicas do teclado, depois jogamos Paciência. Usuário aprende muito rápido, aprendeu facilmente a acessar o menu iniciar e a digitar seus textos.

Depoimento 4
Usuário: D

• 21/07/06 – Como a Usuária D (14 anos) é deficiente visual, com baixa visão, a 1ª medida foi a verificação do tamanho da fonte, cor, etc. Utilizei o Paint para que ela se familiarizasse com o movimento do mouse. Apresentou um pouco de dificuldade inicialmente para manusear o mouse. Apresentei também o programa Dosvox, leitor de tela, para que ela conhecesse as potencialidades do computador e ficasse motivada nos próximos encontros.
Adaptações: utilizar lente de aumento n° 8,
ícones extragrandes,
cursor do mouse preto e extragrande.
Usuário enxerga melhor com a visão lateral, principalmente a visão lateral esquerda.
• 25/07/06 – Usuária não consegue visualizar as teclas do teclado, então começamos a treinar o teclado no programa Dosvox. Também utilizei o Jogo da Forca Vox para que ela adquirisse mais precisão ao digitar uma letra e percebesse que com o treino, ela digitaria apenas a letra que ela realmente queria. A Usuário adorou o jogo.
• 26/07/06 – Treinamos mais um pouco o teclado no Dosvox e brincamos com o jogo da forca. Depois treinamos um pouco o teclado no Open Writer, pois o Dosvox é um programa auditivo, suas letras são pequenas. No Writer pude aumentar o tamanho da fonte (n° 40) para que ela digitasse algumas palavras e pudesse ver a construção. Já aprendeu várias teclas do teclado, a primeira palavra que conseguiu escrever foi o próprio nome.
• 01/08/06 – Nesse dia trabalhamos com o Open Writer, o Jogo da Forca Vox e o Jogo da Memória Vox. A Usuário digitou os nomes de algumas pessoas de sua família e nós imprimimos para que ela levasse para casa. Ela decorou as teclas do teclado muito rápido, já consegue encontrar as letras e digitar com boa desenvoltura. Também já está bastante autônoma em relação ao programa Dosvox.
• 08/08/06 – Trabalhamos com o software Aventuras 2, pois ela estava tendo um pouco de dificuldade para escrever algumas sílabas, porém, ela não se adaptou muito bem ao software por este não possuir as letras maiores. Brincamos com quebra-cabeças e Paciência para que ela trabalhasse mais o movimento do mouse e o uso dos botões.
• 10/08/06 – Confeccionamos um cartão do Dia dos Pais utilizando o Open Writer. A Usuária escreveu e desenhou com as ferramentas de desenho do Writer, depois imprimimos, fizemos um envelope e arrumamos uma cartinha bem bonita.
• 15/08/06 – Usuário está digitando com uma precisão cada vez melhor, entretanto, às vezes demora muito para digitar uma palavra, assim, nesse dia trabalhamos com o tutor de digitação Ktouch, para que ela obtenha mais rapidez ao digitar.
• 17/08/06 – Começamos a trabalhar com a Internet, utilizando a lente de aumento. A Usuária navegou por alguns sites, como o do Telecentro, sites de busca, etc. Depois ela desenhou um pouco no Paint.
• 22/08/06 – Trabalhamos com produção de texto no Writer e depois navegamos na Internet.
• 24/08/06 – A partir do texto digitado, aprendemos algumas teclas novas no teclado e fizemos algumas correções. A Usuária também terminou de aprender as ferramentas do Paint. Sua desenvoltura com o mouse já está muito boa.
• 29/08/06 – Ainda utilizando o texto digitado pela Usuária D, começamos a trabalhar com as ferramentas de edição do Writer. Depois ela navegou um pouco na Internet.
• 31/08/06 – Iniciamos com a segunda barra de ferramentas do Writer, onde a Usuária D pode aprender a aumentar o tamanho da fonte sozinha.
• 05/09/06 – Começamos a trabalhar com a primeira barra de ferramentas do Writer.
• 12/09/06 – A Usuária digitou e tentou formatar com o que já havia aprendido.
• 14/09/06 – Revisão das funções que ela não se lembrava na atividade passada.


Depoimento 5
Usuário: E

O Usuário, 16 anos, apresenta dificuldade de aprendizagem.
1ª aula: Através dos brinquedos foi testado o conhecimento do Usuário a respeito das cores e das formas geométricas. Foi testada também, com material recortado, sua noção de letras e números. Com as bolas, além da sua noção de cores, foi testada a fisiologia de suas mãos.
Mostrando as partes físicas do computador, seus botões e luzes, a instrutora Eveslândia fez uma associação das partes com o corpo humano.
Teclado: mouse
CPU: cérebro
monitor: olhos
caixa de som ou fone: os ouvidos
Com o computador desligado, ensinou sobre o estabilizador, sobre os fios ligados ao CPU.
Com o computador ligado, chamou sua atenção sobre as luzes acesas.
Pediu que ele lesse em um pequeno livro de gravuras com pouco texto de seis páginas.
Gravou no gravador de som a leitura dele e o colocou para ouvir a gravação da própria leitura com o fone. Ensinou-o a salvar a gravação e a fechar.
Depois foram procurar esta gravação, fazendo-o sempre entender que a gravação estava guardada no cérebro (CPU).
O diretório Meu Computador, foi comparado a um guarda-roupa cheio de gavetas e partes. O Usuário achou no Meu Computador sua pasta com sua gravação na pasta Alunos.
No windows média player, ensinou-o, passo a passo, a mudar a tela de animação. O Usuário mudou várias visualizações. A instrutora Eveslândia o fez notar a variação da animação com o tom da voz dele.
Ensinou-o a fechar no X e a observar o símbolo de desligar.

2ª aula: Foi retomado o texto da aula anterior Os Amigos do Dudu. Depois, novamente, foi ouvida a gravação também feita na aula anterior. Inquirido por sua aptidão em brincadeiras, o Usuário disse da sua preferência por futebol. A partir desta indicação, a instrutora ensinou-o a entrar no programa Dosvox. Dosvox é um Sistema Operacional voltado para deficientes visuais, porém com várias interatividades, inclusive o Jogo da Tabuada. Este jogo simula vários tipos de torneios de futebol, do mais simples, como jogo no quintal, ao mais avançado, como Copa do mundo; o seu objetivo didático é o treino da tabuada. A intenção é trabalhar com o Usuário as operações matemáticas ao mesmo tempo diverti-lo com o jogo. A cada acerto de operação vem um grito de Gol e a cada erro uma reclamação engraçada. Nesta aula, Usuário permaneceu apenas na fase da soma.

3ª aula: Relembrada a aula anterior. Usuário entrou sozinho no Programa Dosvox para acessar o jogo da tabuada. Depois de alguma dificuldade, Usuário acertou todas as operações deste torneio no Quintal e mudar para a fase 2 do mesmo Torneio. No final da aula, a instrutora Eveslândia apresentou-o ao Jogo de cartas, Paciência, no computador.

4ª aula: Foi retomado o jogo da Paciência, tanto no computador, quanto com cartas reais, para que houvesse associação entre o virtual e o real.
Objetivo:
-ordenação de números em ordem crescente e decrescente,
-noção de cores, treinamento da coordenação motora como: clic simples e duplo clic,
-pegar e arrastar o objeto com o mouse(noção de direção: esquerda, direita, para cima, para baixo, origem e destino).
Foi ensinado como mudar o estilo de carta e o grau de dificuldade do jogo, além das várias opções de jogos de cartas no Software Linux. Usuário é bastante atencioso e procura aprender, porém, não consegui ganhar o jogo.

5ª aula: Foi repetido o jogo de cartas anterior, porém foi mudado o estilo de jogo para o Freecell, com grau de dificuldade menor. Usuário ganhou e ficou muito feliz, mesmo tímido manifestou interesse em continuar a jogar.

6ª aula: Foi apresentado ao Usuário o programa de digitação, Ktouch do Linux. Objetivo: aprender a usar o teclado com mais precisão, posição adequada das mãos, postura correta na cadeira, conhecimento do alfabeto além de atenção com as cores, pois se foi digitado alguma letra errada o programa muda a cor da linha, avalia também velocidade no teclado em cada fase do programa. Foi explicado a ele que é necessário conhecer bem o teclado para agilizar a navegação na Internet, bem como para fazer um texto mais rapidamente.

7ª aula: Programa de digitação. Foi ensinado ao Usuário como fazer alongamento nos membros superiores para evitar dores. Fase dois do programa de digitação. Para não ficar estafante, o tempo da aula foi divido: uma parte ele trabalho digitação, a outra jogo. O Usuário se mostra cada dia mais atencioso e aos poucos vai liberando o lado da comunicação.


Depoimento 6
Usuário: F

Usuário F, 17 anos, é deficiente visual total.

Data: 21/07/2006

Conteúdo Ministrado:
• Reconhecendo o computador e seus componentes;
• Ligando o micro;
• Conhecendo o Teclado.
Em sua primeira aula, o usuário se mostrou muito participativo, demonstrou interesse. Devido ser sua primeira aula teve um pouco de dificuldade para entender alguns conceitos e se localizar no teclado. O usuário está utilizando o Sistema Operacional Dosvox.

Data: 25/07/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo a letras e seus sons utilizando o Letrix.
O usuário demonstrou bastante interesse, já consegue ligar o computador sozinho, tem boa noção de lateralidade e conceitos como: esquerda, direita, acima e abaixo.

Data: 26/07/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo a letras e seus sons utilizando o Letrix;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del.
O usuário desenvolver boa memorização dos conceitos de aulas anteriores.

Data: 01/08/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado
• Conhecendo a letras e seus sons utilizando o Letrix;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas (esquerda, direita, acima e abaixo), del.
• Conhecendo os conceitos de arquivos. Trabalhando leitura de arquivos de texto e recursos multimídia para ouvir músicas no formato mp3.
• Desligando o micro através do Dosvox.
O usuário demonstrou desinteresse na leitura de arquivos, mas demonstrou bastante interesse nos recursos multimídia, o mesmo relatou sua paixão pela música. Foi trabalhado bastante o conceito de arquivos e suas extensões através da utilização de músicas do interesse do usuário.


Data: 03/08/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e Subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Trabalhando leitura de arquivos de texto, e recursos multimídia para ouvir músicas no formato .mp3;
• Utilizando as teclas de espaço (pausa Música) e setas direcionais (avança e recua) com arquivos em .mp3;
• Desligando o micro através do Dosvox.
O aluno demonstrou grande interesse em trabalhar os conceitos essenciais através dos arquivos em .mp3, já não demonstra o mesmo interesse com leitura de arquivos de texto. Já demonstra agilidade e certa autonomia no uso do computador. Consegue repetir uma seqüência de comandos sozinho sem ajuda do monitor, assim como escolher os arquivos que mais lhe interessam.
Data: 08/08/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e Subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Trabalhando leitura de arquivos de texto, e recursos multimídia para ouvir músicas no formato .mp3;
• Utilizando as teclas de espaço(pausa Música) e setas direcionais(avança e recua) com arquivos em .mp3;
• Desligando o micro através do Dosvox;
Ministrado o mesmo conteúdo da aula anterior, o aluno mostra-se às vezes impaciente e de temperamento difícil.

Data: 15/08/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e Subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Início dos exercícios de digitação; Exercício 001.txt (teclas: a s d f);
• Desligando o micro através do Dosvox.
O aluno demonstra certa dificuldade de permanecer com as mãos posicionadas nas teclas corretas para o exercício, dificuldade demonstrada por todo aluno no inicio das aulas de digitação.
Ao mesmo tempo tenta superar essas dificuldades vendo neste curso a possibilidade de ser tornar independente visando o mercado de trabalho, já possui até mesmo uma carreira, quer ser locutor de rádio.

Data: 17/08/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e Subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Inicio dos exercícios de digitação; Exercício: 001.txt (a s d f), 002. txt (ç l k j h);
• Desligando o micro através do Dosvox.
O usuário demonstra impaciência e falta de vontade em trabalhar o exercício de digitação, os mesmo são cansativos, mas necessários para sua total independência com o computador. O aluno possui raciocínio lógico aguçado, demonstra agilidade e alto poder de memorização de comando, já consegue se posicionar sozinho no teclado e achar teclas já utilizadas.


Data: 22/08/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e Subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Início dos exercícios de digitação; Exercício: 001.txt (a s d f), 002.txt (ç l k j h), 003.txt;
• Desligando o micro através do Dosvox.

Data: 31/08/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Inicio dos exercícios de digitação; Exercício: 001.txt (a s d f), 002.txt (ç l k j h), 003.txt;
• Desligando o micro através do DosVox.
O aluno alcança os objetivos propostos em aula com êxito.

Data: 05/09/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Inicio dos exercícios de digitação; Exercício: 001. txt(a s d f), 002.txt(ç l k j h), 003.txt;
• Uso do teclado numérico;
• Jogo da Tabuada: Soma;
• Desligando o micro através do Dosvox;
Foi introduzido o uso do teclado numérico. O aluno mostrou inicialmente certa dificuldade de memorização da posição das teclas. Mas consegui superar essa dificuldade com agilidade. Também trabalhando com valores numéricos, demonstrou raciocínio lógico aguçado trabalhando com operações como soma de valores de pequenos.

Data: 12/09/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o Teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas (esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Inicio dos exercícios de digitação; Exercício: 001.txt(a s d f), 002.txt(ç l k j h), 003.txt, 004.txt;
• Uso do teclado numérico;
• Jogo da Tabuada: Soma, Subtração;
• Desligando o micro através do DosVox.
Trabalhou com soma e subtração. Obteve êxito nos exercícios propostos.

Data: 12/09/2006

Conteúdo Ministrado:
• Ligando o micro;
• Abrindo o Dosvox;
• Conhecendo o teclado, utilizando o teste de teclado;
• Conhecendo os conceitos de Diretórios e Subdiretórios;
• Acessando arquivos e Diretórios;
• Utilizando as teclas: esc, enter, setas(esquerda, direita, acima e abaixo), del;
• Inicio dos exercícios de digitação; Exercício: 001.txt(a s d f), 002.txt(ç l k j h), 003.txt, 004.txt. 006.txt;
• Uso do teclado numérico;
• Jogo da Tabuada: Soma, Subtração, campeonatos: fase 1, 2, 3, 4;
• Desligando o micro através do Dosvox.
Trabalhou com soma e subtração. Trabalhou outros recursos com um jogo de corridas, avançamos mais alguns exercícios de digitação embora o mesmo não mostre entusiasmo por tais exercícios.

O usuário tem ótimo relacionamento social, com os monitores e outros usuários do telecentro, sempre se mostrou simpático e bem disposto, embora impaciente em determinados momentos. O mesmo tem muita disposição para aprender coisas novas, assimilar o conteúdo proposto, bem como conceitos, comandos do sistema e as tarefas propostas. Os trabalhos aqui feitos são baseados na personalidade de cada usuário bem como suas preferências. No caso do Usuário F o trabalho utilizando música foi bastante proveitoso tendo em vista que o mesmo fez uso de vários recursos do sistema como: entrar no diretório de músicas, abrir o arquivo de música, encerrar o aplicativo multimídia, bem como selecionar outras músicas e encerrá-las quando necessário. Utilizando jogos que trabalham com o raciocínio lógico o mesmo não aparentou dificuldades. Com o jogo da tabuada o Usuário apresentou rápida resposta ao que lhe era pedido e alto poder de memorização. Trabalhamos apenas operações como soma e subtração. Também em análise de textos lidos demonstrou poder de interpretação e análise crítica do mesmo. O Usuário já pensa no futuro, e como adequar a profissão que deseja (locutor de rádio) aos recursos que o computador pode lhe oferecer para que possa conseguir sua independência.

Capítulo 9 – Considerações Finais

As inúmeras possibilidades que as Tecnologias da Informática e Comunicação (TICs) podem trazer para o mundo são inquestionáveis. Estas possibilidades tanto podem permitir a “inclusão social” quanto podem distanciar ainda mais as pessoas dos benefícios que estas tecnologias proporcionam.
Os estudos desenvolvidos ao longo deste trabalho mostram que, para que o processo de inclusão seja efetivo é necessário considerar os aspectos relacionados à análise dos usuários e da tarefa; é necessário que sejam desenvolvidas metodologias de concepção humano–computador; que a observação do usuário diante das tecnologias seja baseada na lógica operacional e não na lógica funcional; que sejam previstos possíveis erros humanos e que sejam privilegiados os critérios ligados aos objetivos dos usuários. Estes são aspectos fundamentais que devem ser considerados no processo de atendimento.
A formação de uma equipe multidisciplinar permitiu estabelecer um confronto entre os fatores relacionados à acessibilidade, a interação humano-computador e as necessidades das pessoas com deficiência.
O desenvolvimento de atividades funcionais utilizando computadores com ajudas técnicas ampliou o campo de pesquisa na área de desenvolvimento tecnológico para pessoas com deficiências únicas e múltiplas.
Tanto os recursos de alta tecnologia quanto os de baixa tecnologia são igualmente importantes para que barreiras no desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e comportamental sejam suplantadas. Desenvolver habilidades e transformá-las em competências é uma possibilidade verificada pelo uso do computador.
A criação do Telecentro Modelo em Taguatinga mostrou ainda que a falta de acessibilidade no espaço digital, leva milhões de pessoas a serem privadas do acesso à informação. Esses problemas se agravam ainda mais quando o acesso é feito por pessoas com deficiência. Esses problemas acontecem porque grande parte dos espaços físicos e digitais não considera a diversidade das pessoas, posição esta que não cabe mais em uma sociedade onde a lógica de trabalho é baseada na cognição.
Dentre os trabalhos futuros possíveis destacam-se: pesquisas que contribuam para o processo de inclusão tanto para o caso específico de TELECENTROS como para outras iniciativas semelhantes; estudos sobre as formas alternativas de materiais de baixa tecnologia que facilitem o processo de acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação e o aprimoramento das metodologias de atendimento em Telecentros Acessíveis.

Bibliografia Consultada

BEVEN, N (1998) Usability Issues in Web site desingn. I: Procedindings of UPA’98, Washigton DC, 22-26. diponível em http://www.usability.serco.com/papers/usweb98.pdf

BRASIL. Lei N° 10.436 de 2002. Brasília: Diário Oficial da União. 2002.

CYBIS, Walter Abreu. Ergonomia de Interface-Humano-Computador. UFSC. 2003.

Comunique-se corretamente com o surdo.
Disponível em: www.feneis.org.br. Acessado em 30/03/2006

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA (1994). Declaration of Salamanca on principles, policies and practice in the special educational needs area. Available at: . Acessado em 30/03/2006

Educação Temática Digital: Disponível em: http://143.106.58.55/revista/viewissue.php?id=8
GONÇALVES, Carlos Eduardo. Sistema Simulador de Teclado para Deficientes Físicos. Dissertação de Mestrado. Ufsc Nov de 2001.

GODINHO, Francisco. Internet para Necessidades Especiais. Disponível em: Acessado em: 18/02/2006.

GUIA. Grupo Português pelas Iniciativas em acessibilidade. Disponível em: http:www.acessibilidade.net. Acessado em: 14/06/2002.

IBGE (2000). Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso: 10 /02 /2005).

IBM. Web Accessibility for Special Needs. Disponível em: http:austian.ibm.com/sns/acessoweb.html. Acessado: 18/05/2005.

ISO 9241 Part 11. Ergonomic requirements for Office work with visual dispalay terminals. Geneve: International Satandard

LÉVY, P. As tecnologias da inteligência, o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Ed. 34. 2000

LIRA, GUILHERME. Dissertação de Mestrado, Educação do Surdo, Linguagem e Inclusão Digital, Universidade Estácio de Sá, 2003, disponível em http://www.acessobrasil.org.br/dissertacao.htm.

MATURANA, Humberto R. e Varela Francisco J. Autopoesis and cognition – the realization of the linving. D. Reidel Publishing Company. Boston, 1980.

MICROSOFT – Accessibility Guidelines for www. Disponível em: http://microsoft.com/enable/dev/web/guidlines.html. Acessado: em 28/08/2005.

MINAYIO, maria. Pesquisa Social, Petrópolis: Vozes. 1994
NATINAL INSTITUTE ON AGAIN. Making Your Web Site Senior Friendly: A Checklist. Disponívl em: http://www.nlm.nh.gov/pubs/checlist.pdf. Acessado em: 30/06/2006.

NEWELL, Alan F, GREGOR, Peter. Human Computer Interfaces for People With Disabilities. In: ELSEVIER SCIENCE. Handbook of Human-Computer Interaction. 1997, p.813-824.

NIELSEN, Jakob. Designing Web Usability: The Practice of Simplicit. Indianápolis: New Riders Publishing, 2000.

RAMOS, Edla Maria Faust. Dissertação de mestrado. Análise ergonômica do sistema Hiprnet, buscando aprendizado da cooperação e da autonomia. Tese de doutorado. Ufsc, 1999.

SCAPIN, D. L. Guide ergonomique de conception des interfaces homme-machine. Rapports Techniques. N° 77, INRIA-ROCQUENCOURT. 1986.

SILVEIRA, Sérgio Amadeu. Exclusão Digital – A miséria na era da informação. 1° edição: agosto de 2001. editora Fundação Perseu Abramo.

SOUZA, G. C. Modelo de aprendizagem cooperativo para surdos baseado em ambientes computacionais. Dissertação Mestrado. Florianópolis, PPGEP, UFSC. 2000.

VIVARTA, V. Mídia e Deficiência. Brasília: Andi. 2003.

WINKLER, Marcos. Avaliação da Usabilidade de sites Web. IV Workshop sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais. UFSC, SBC, 2001 ISBN 85-88442-09-4


W3C/WAI Web Access Initiative. Web Content Acessibility Guideline 1.0 Disponível em: http://www.w3.org/wai. Acessado em: 27/03/2006.


Anexos

Exemplos de Formulários de Atendimento

A descrição de cada tarefa foi implementada no Sistema de Atendimento ao Telecentro Acessível (SATA), cujos formulários descrevemos abaixo:

TAREFA I – CADASTRAMENTO DE USUÁRIO

1 Matrícula:

2 USUÁRIO.

3 *Mãe ou Pai:
4 Documento de Identidade:
4.1 Número:
4.2 Órgão Emissor:
4.3 UF Emissor:
4.4 CPF: (num 11)

5 Data de Nascimento:
5.1 Dia
5.2 Mês
5.3 Ano

6 *Sexo: [Masculino; Feminino]

7 Dados de Endereço:
7.1 *Endereço
7.2 Bairro
7.3 *Cidade
7.4 *Estado
7.5 CEP
8 Telefones de contato:
8.1 Residencial:
8.1.1 DDD
8.1.2 Número
8.1.3 Localização do Telefone: [na própria residência; Em residência próxima (chamar); Em residência distante (recado)]

8.2 Profissional:
8.2.1 DDD
8.2.2 Número
8.2.3 Ramal

8.3 Celular:
8.3.1 Enviar somente mensagem de texto (torpedo)? [Não; Sim]
9 E-mail:

10 *Como soube do Telecentro?

Amigo;
Vizinho;
Parente;
Associação para Pessoas com Deficiência
Serviço social;
Escola;
Escola de Ensino Especial;
Usuário cadastrado no Telecentro;
Rádio;
TV;
Jornal;
Revista;
Propaganda impressa;
Internet;
Viu o cartaz na porta.

11 Como chegou ao Telecentro? [Sozinho; Acompanhado]

12 **Se acompanhado, quem acompanha?

13 Qual o meio de transporte usado para chegar ao telecentro?

[A pé;
Ônibus;
Metrô;
Carro;
Moto;
Bicicleta;
Outro]

14 *Escreve? [Não Escreve;
Destro;
Canhoto;
Ambidestro]

15 *Escolaridade: Nenhuma;
É alfabetizado;
Até a 2ª série do Ensino Fundamental;
Até a 4ª série do Ensino Fundamental;
Até a 6ª série do Ensino Fundamental;
Até a 8ª série do Ensino Fundamental;
Ensino médio; Completa, Incompleta ou em Realização.
Ensino superior; Completo, Incompleto ou em Realização.
Pós-graduação; Completo, Incompleto ou em Realização.


16 *Tem alguma ocupação? Não;
Sim, ocupação não remunerada;
Sim, ocupação remunerada

17 **Se tem ocupação, qual é?
18 *Qual a renda familiar? Até 3 salários mínimos;
3 a 5 salários mínimos;
5 a 10 salários mínimos;
Mais de 10 salários mínimos;
Usuário preferiu não responder

19 Se usuário de medicação regular, qual o tipo? Anticonvulsivante;
Insulínicas;
Antidepressivas;
Outras

20 **Outras Medicações: char 100

21 Informe Nome e Telefone de uma pessoa para contato, em caso de necessidade: char 100

Possui alguma deficiência ou necessidade especial?
Sim, possui deficiência sem diagnóstico;
Sim, possui deficiência com diagnóstico;
Sim, possui necessidade especial]



22 **Se possui deficiência ou necessidade especial, está relacionada a:
{Área Motora / Física};
Comunicação Oral / Fala;
Audição; Cognição/ Aprendizagem;
Visão; Comportamento}

23 **Se possui deficiência, ela é:
[De nascimento; Adquirida]

24 **Se adquirida, há quanto tempo?
[Menos de 1 ano;
Entre 1 e 2 anos;
Entre 2 e 4 anos;
Entre 4 e 6 anos;
Mais de 6 anos]

25 **Se a deficiência tem causa conhecida, especifique qual:
26 É acompanhante de usuário com deficiência? [Não; Sim]

27 Observações do monitor:


TAREFA II – ANAMNESE

II.1 – CONDIÇÃO FÍSICA

 O Usuário se locomove:
[Andando sozinho com equilíbrio normal;
Andando sozinho com pouco equilíbrio;
Andando apoiado em outra pessoa;
Usando muleta unilateral canadense;
Usando muleta bilateral canadense;
Usando muleta unilateral axilar;
Usando muleta bilateral axilar;
Usando andador com rodas;
Usando andador sem rodas;
Usando cadeira de rodas - sozinho;
Usando cadeira de rodas - empurrada;
Usando cadeira de rodas com motor;
Usando bengala de apoio;
Usando bengala para cego;
Usando cão guia]

 Possui Órtese? {Em membro superior;
Em membro inferior}

 O Usuário apresenta: {Movimentos Descoordenados;
Movimentos Repetitivos;
Movimentos Involuntários;
Dificuldade no controle da força}

 Condição dos Membros Superiores:

 Ombro Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Braço Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Ante-braço Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Mão Direita: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Polegar Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]
 Indicador Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Médio Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Anular Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Mínimo Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente

 Ombro Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Braço Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Ante-braço Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Mão Esquerda: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Polegar Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Indicador Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Médio Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Anular Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Mínimo Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Condição dos Membros Inferiores: Funcionalidade
reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Coxa Direita: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Perna Direita: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Pé Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Dedos do Pé Direito: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Coxa Esquerda: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Perna Esquerda: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Pé Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]

 Dedos do Pé Esquerdo: Funcionalidade reduzida;
Sem funcionalidade;
Ausente]



 Que tipo de aparelhos tecnológicos está acostumado a usar?
 Rádio:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]
 Televisão:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]

 Vídeo Cassete:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]
 DVD:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]

 Aparelho de Som:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]

 Vídeo Game:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]

 Celular:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]

 Computador:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]

 Outro Aparelho:
Utiliza sozinho sem ajuda;
Utiliza sozinho com ajudas técnicas;
Utiliza com ajuda parcial de terceiros;
Utiliza somente através de terceiros]

 **Caso utilize outro aparelho, identifique qual:

 Observações do monitor:


II.2 – COMUNICAÇÃO

 O Usuário se comunica através de:
{Fala Compreensível;
Fala Pouco Compreensível;
Palavras soltas;
Sons;
Gestos Manuais;
Gestos Corporais;
Choro;
Sorriso;
Comportamento Inadequado Ritualístico;
Comportamento Inadequado Compulsivo;
Comportamento Inadequado Agressivo;
Outros


 Caso o Usuário comunique suas necessidades fisiológicas, selecione quais: {Comer; Beber; Ir ao Banheiro; Outra}

 **Se comunica outra necessidade fisiológica, qual é?

 Caso o Usuário comunique suas sensações, selecione quais:
{ Dor; Desconforto; Não estar passando bem;
Frio; Calor; Outra}

 **Se comunica outra sensação, qual é?

 Caso o Usuário comunique suas necessidades ambientais, selecione quais: {Sair; Entrar; Ficar}
 **Caso o usuário comunique suas necessidades ou sensações de maneira particular, como as comunica?

 Observações do monitor:

II.3 – AUDIÇÃO

 “Você é:” Deficiente auditivo;
Surdo]

 **Caso o usuário seja surdo, pergunte: “Você:” [Nasceu surdo; Ficou surdo antes de aprender a falar; Ficou surdo quando estava aprendendo a falar; Ficou surdo depois que aprendeu a falar]

 “Como você se comunica com pessoas ouvintes?” [Leio lábios; Escrevo o que quero; dizer; Faço mímica; Nunca entendo o que os ouvintes dizem]

 “Quando você não entende o que os ouvintes dizem, o que você faz?” [Fico irritado e vou embora; Tento entender]

TAREFA III – AVALIAÇÃO INICIAL

III.1 – FUNCIONALIDADE MOTORA E COGNITIVA

● Quando o Usuário necessita de um objeto, ele:
{Fala; Emite sons;
Olha para o objeto;
Aponta o objeto;
Faz movimentos corporais;
Muda a expressão facial;
Joga beijo para o objeto;
Sopra em direção ao objeto;
Desiste diante da dificuldade;
Outra resposta}
● **Se a opção”outra resposta” for escolhida indique o que é:

● Quando o Usuário tem um objeto na mão, ele:
{Não tem restrição de movimento;
Puxa o objeto; Empurra o objeto;
Aperta o objeto; Solta o objeto;
Bate com o objeto;
Não faz nada com o objeto;
Outra resposta}

● **Se a opção outra resposta foi escolhida, indique o que é:
● Outra observação que queira registrar:
● O Usuário possui conceitos de:
{ Cores;
Formas;
Espaço;
Tempo;
Números;
Letras}

● Para utilizar o computador o Usuário:
 [Não precisa de ajuda para interagir;
Precisa da ajuda do monitor para interagir;
Precisa somente de ajudas técnicas para interagir]
 [Compreende qualquer rotina;
Compreende somente rotinas simples;
 [Não tem dificuldade para aprender os comandos do computador;
Aprende com dificuldade os comandos simples do computador;
Aprende com facilidade os comandos simples do computador]
 [Concentra-se no que está fazendo;
 É disperso]
 [Precisa de atenção mínima do monitor ;
 Precisa de atenção máxima do monitor;
 Precisa de atenção mediana do monitor]

● Observações do monitor:

III.2 – AVALIAÇÃO VISUAL

● Quanto à condição visual, o Usuário apresenta: [Baixa visão;
Cegueira]
No caso de baixa visão, informe:
● **Visão do olho direito:
[Visão em túnel;
Visão periférica;
Percepção de vultos;
Percepção apenas de luminosidade;
Cegueira]

● **Visão do olho esquerdo:
[Visão em túnel;
Visão periférica;
Percepção de vultos;
Percepção apenas de luminosidade;
Cegueira]

● **Visão de Cores:
[Normal; Parcial;
Somente em gradações de preto e branco]

● **Recursos ópticos que o Usuário possui e utiliza:
{Nenhum;
Lente de Contato;
Óculos;
Lupa para leitura;
Outros}

● **Se utiliza outros recursos, quais?
● Utiliza a visão para:
{Locomoção;
Atividades da vida diária;
Leitura e escrita;
Outra Utilização}

● **Se tem outra utilização, especifique qual:
● **No caso de usar a visão para leitura, esta é feita:
[Com auxílio óptico e tipos de caracteres em tamanho normal;
Com auxílio óptico e tipos de caracteres em tamanho ampliado;
Sem auxílio óptico e tipos de caracteres em tamanho normal;
Sem auxílio óptico e tipos de caracteres em tamanho ampliado]

● Contraste preferido para leitura:
[Fundo branco com letras pretas;
Fundo preto com letras brancas;
Fundo preto com letras amarelas]

● Distância preferida para leitura:
[Normal;
Mais próximo que o normal;
Mais distante que o normal]

● Tamanho ideal da letra: [lista dos tamanhos possíveis]

● Espaçamento ideal entre linhas: [lista dos espaçamentos possíveis]

● Configuração ideal do ponteiro do mouse:
● Configuração ideal dos ícones do desktop:

Nos casos de baixa visão ou cegueira, informe:
● O Usuário deseja usar leitor de tela?
[Sim;
Não]

● Caso o usuário seja cego, utiliza o Sistema Braille?
[Não;
Está aprendendo;
Sim]

● Observações do monitor:
III.3 – AVALIAÇÃO INICIAL COM O COMPUTADOR


● “Você já fez uso de computador?”
[Sim;
Não]

● **”Com relação ao uso do computador, você se considera:”
[Iniciante;
Intermediário;
Avançado]

● “Que uso deseja fazer do computador?”
{ Iniciar a aprendizagem;
Retomar uma prática esquecida;
Continuar uma prática;
Aprofundar os conhecimentos}


● “Qual a sua necessidade ao utilizar o computador?”
{Aprender a digitar}.
Desenhar
Usar o editor de texto
Criar cartões, convites, lembrancinhas
Usar a Internet
Procurar emprego
Criar planilha eletrônica
Criar banco de dados
Criar apresentações on-lineUtilizar o e-mail
Aprender o Sistema Operacional Linux
Comunicar com parente no exterior
Comércio – Comprar ou vender produtos e/ou serviços na web
Comércio – Procurar Loja de produtos e serviços
Comércio – Acessar Bancos
Comércio – Emitir Boleto de Pagamento
Estudo – Aprender a ler e escrever
Estudo – Digitar Trabalho Escolar
Estudo – Fazer Pesquisa Escolar na Web
Estudo – participar de grupo de estudos on-line
Estudo – Aprender Línguas Estrangeiras
Diversão – Ler Horóscopo, revistas,jornal
Diversão – Jogos em Rede
Diversão – Jogos na Web
Diversão – Jogos diversos
Outra necessidade}


● **”Se você tem outra necessidade, qual é?”

● “Se conhece alguma coisa de computador, indique se sabe fazer alguma das seguintes tarefas:”
{Usar a Internet;
Usar o correio eletrônico;
Usar o editor de texto;
Jogar;
Criar planilhas}

● Observações do monitor: (char 1000)


TAREFA IV – PLANO DE AÇÃO

AÇÃO NÚMERO (número da ação, informado pelo sistema, começando de 1 para cada usuário)

● Escolha um Objetivo Geral para esta ação:
[Criar motivação;
Desenvolver concentração;
Controle visual;
Controle motor – puxar;
Controle motor – empurrar;
Controle motor – apertar;
Controle motor – agarrar;
Controle motor – soltar;
Controle motor – chutar;
Soprar;
Dar comandos verbais;
Ligar o computador;
Esperar;
Aprender a usar uma ajuda técnica;
Clicar;
Digitar;
Jogar;
Pintar;
Usar a internet;
Usar o correio eletrônico;
Usar o editor de texto;
Usar o editor de planilha;
Criar apresentações on-line;
Estabelecer contato;
Outro]

● **Caso o Objetivo Geral inclua aprender a usar uma ajuda técnica, especifique qual:

● **No caso de outro Objetivo Geral, especifique qual:
● Ajudas técnicas a serem utilizadas nesta ação: {lista de ajudas técnicas}

● Estimativa do número de sessões necessárias para atingir este Objetivo Geral desta ação :
[1 a 2;
3 a 5;
6 a 10;
Mais de 10]

● Observações do monitor sobre a realização do Objetivo Geral:

(Permitir o cadastramento de várias ações)

TAREFA V – AGENDAMENTO DE SESSÃO

Com base nos dados levantados pelos formulários anteriores, o usuário será agendado, considerando a ajuda técnica necessária.

TAREFA VI – REGISTRO DE SESSÃO

(O sistema deve mostrar as etapas cadastradas na versão mais recente do Plano de Ação)
(Para facilitar o preenchimento, como cada etapa é trabalhada em várias sessões, o formulário de registro de sessão deve vir preenchido com os dados da última sessão)

 Selecione a Ação trabalhada nesta sessão:
[lista de Ações cadastradas no Plano de Ação]

Obs. Para o monitor: Se a Ação não foi encontrada na caixa de seleção, cadastre-a no Plano de Ação.

 Objetivo Específico a ser alcançada na sessão:

 Atividade realizada na sessão:

 O Objetivo Específico da sessão foi atingida?
[Não;
Sim]

 **Se o Objetivo Específico não foi atingida, qual foi o motivo?

 A Ação que está sendo trabalhada foi concluída?
[Não;
Sim]

 Atividade sugerida para a próxima sessão: (char 100)


TAREFA VII – RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO PERIÓDICO

Informar parâmetros solicitados para cruzamento e agrupamento.

 
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